Cautela e caudo de galinha...
O BC decidiu manter a taxa selic na última reunião do COPOM. Apesar dos indícios de queda de preços, principalmente no IGPM, o aquecimento da economia recomenda essa pausa para observar os efeitos dos cortes anteriores. Não é função do BC Brasileiro se preocupar com crescimento econômico, apenas com a inflação, ou seja, com a nossa moeda.
Agora é esperar e apostar as fichas. Há quem diga que o PIB fecha no 0x0 esse ano. No entanto, sou mais otimista e acredito num crescimento, mesmo que pífio.
Negócios da China... David Smick, autor de O Mundo é Curvo, revela possíveis dados assustadores sobre a aeconomia chinesa. O país teria contraído empréstimos que somam metade do PIB, equanto os gastos do governos estariam entre 80% e 85% do mesmo PIB chinês. O inquietante repousa no fato da dependência extrema das contas externas, uma vez que aproximadamente 42% do PIB é exportado. Esse livro faria o velho Lord Keynes tremer no túmulo. Ademais, problemas sociais crônicos e mercado interno incipiente formam a receita perfeita para a afirmação de Smick. ?A China é a próxima BOLHA?... Levaram esse negócio do cálculo do PIB muito a sério (sic meu)... além do mais, exitem limites para os gastos do governo, que inlcuem as próprias fontes de financiamento. Pode-se afirmar que estão vendendo algo que não existe, ou que é efémero, como tudo na china. Exceto Mao... Como todo produto chinês tem qualidade duvidosa, devemos guardar as mesmas proporções sobre a interpretação dos dados do autor. Da mesma forma que os dados sobre a economia chinesa são publicados pelo governo chinês, os dados apresentados por Smick podem também sofrer da mesma desconfiança....
Taxa de Juros epiléptica..
Duro esse conceito de liquidez, não? A diferença básica entre a caderneta de poupança e os fundos de renda fixa é justamente a liquidez. Os constantes cortes na SELIC empurrou a taxa de juros para próximo do rendimento da caderneta de poupança, o que gera um desestímulo para a aplicação em fundos de renda fixa.
Taxar os saldos de poupança superiores a 50 mil reais não parece um alterntaiva clara. Toda vez que as regras do jogo se tornam complexas, onde as mesma variáveis assumem valores diferentes a depender do seu contexto, os resultados são contestáveis. Solução? Bem, inicialmente quebrar o paradoxo de que a poupança é o único porto seguro para o dinheiro do poupador já seria um importante começo. Mas penso adiante. Tornar os fundos atrativos envolve remunerar menos a caderneta de poupança, procedimento que pode ser gradativo. Por outro lado, os bancos deveriam convencer os poupadores a converter os saldos sem saques durantes determinado período (90 dias, por exemplo) em fundos de renda fixa.
O fato é que depois das eleições presidenciais de 2010, a caderneta de poupança deve remunerar menos. Mas isso tudo dependerá do comportamento da moeda brasileira, ou seja, dos índices de inflação, única variável utilizada pelo BC na determinação do tamanho da SELIC.
A dialética da Crise...
A evolução qualitativa dos eventos observados pela dialética pode ser o ponto de partida para a interpretação da nova crise vivida pelo capitalistmo. Admitir que o objeto observado pode se tornar sua negação nos permite vislumbrar uma evolução natural do capitalismo que permita antever movimentos futuros idênticos aos já vivenciados. No entanto, a experiência pode sofrer interferências de variáveis não observadas que podem ser determinante dos resultados. Assim, a crise atual é distinta de todas que o capitalismo já viveu. A necessária intervenção do Estado já fora utilizadas noutros momentos, mas aspectos típicos dessa crise servirão de insumo para o desenvolvimento de mecanismo que proteja o sistema de sofrer com os mesmo erros vividos por agora. Falo da financeirização do capitlismo, dinheiro que produz dinheiro (D - D'), sem mercadorias ou serviços, sem riqueza.
Veja bem, caro Ministro... Um artigo publicado por Maílson da Nóbrega na revista Veja de 22 de abril de 2009 me fez refletir sobre a participação do governo no mercado, mais especificamente no mercado financeiro. O autor se refere ao comportamento do governo brasileiro ao demitir o Presidente do Banco do Brasil que relutava em acatar a decisão do acionista majoritário - no caso o próprio governo - em baixar as taxas de juros. Nóbrega fez referência aos momentos históricos em que o banco foi usado como instrumento de política econômica e os efeitos dessas decisões. Ninguém discorda dos efeitos nefastos que o banco sofreu ao oferecer crédito barato e farto na contramão do mercado. No entanto, há um anacronismo no argumento do ex-ministro. Inicialmente, o BB é uma empresa de capital aberto, que possui ações num mercado aberto, livre e extremamente evoluído. Ambiente completamente distinto do vivido pelo banco noutros momentos citados por Nóbrega. Os acionistas minoritários detém a liberdade de manter ou não os ativos do BB. Evidente que a instituição deve respeitar as deliberações do seu conselho, mas as decisões do acionista majoritário, que aliás é uma característica do próprio mercado livre defendido pelo autor, devem ser respeitadas. Foi o que aconteceu. Meus caros. Descontentes com a gestão do BB? Acham que deve ser completamente privatizado? Vendas as ações ou continue recebendo dividendos compartilhados dos lucros obtidos pelo banco meio-público meio-privado. Defender a privatização de instituições financeiras é tirar do Estado a possibilidade de regular segmentos estratégicos para a economia nacional. Isso, pricipalmente num momento de crise, não parece muito inteligente.
Tequila e imprevidência - G1 - "FMI libera linha de crédito de US$ 47 bilhões para ajudar o México"
Enquanto os Estados despejam bilhões nas suas economias para garantir a liquidez e um possível crescimento pífio da renda, os mexicanos recebem um "cheque especial" do FMI. Apesar de afirmar não desejar usar, a ressaca da imprevidência mexicana fica evidente. O país deveria poupar nos anos em que a economia cresceu e sofrer menos com mais essa crise do capitalismo, que desvaloriza a moeda e corroe sua pouca reserva. A moeda mexicana já perdeu 50% do seu valor, enquanto a moeda brasileira perdeu 25%.
Pelo visto, os críticos do superávit primário brasileiro se esconderam, provavelmente vão criticar a atual política econômica brasileira e tentar rediscutir o socialismo e o papel do Estado na economia. Vamos importar tequila, ajudar o México e esquecer essa conversa
Carnaval...
Segundo o Oráculo, “o Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.”
Os dias que antecedem a Semana Santa esbaldam os brasileiros de Carne, muita Carne.... Em cima dos trios, nas escolas de samba ou mesmo nas ruas, as Carnes estão à mostra... Enquanto a páscoa não chega, a balbúrdia nos guia entre os absurdos... Antes comemorava-se a fartura. Agora comemoramos a sexualidade... seja ela qual for.
Adversidade... O Dono do Capital geralmente não é empreendedor. Hora de inovar..
Joseph A. Schumpeter, em Teoria do Desenvolvimento Econômico, afirma que o as crises dos ciclos de crescimento da economia esgotam os lucros puros e epenas as inovações são capazes de reconduzir as empresas aos ciclos virtuosos.
Ao transpor a visão de Schumpeter aos fundamentos macroeconomicos, percebe-se que as economias desenvolveram adptações nos momentos de crise. Guerras, religião e crises sociais ensinaram a economia a desenvolver soluções que garantissem a sobrevivência do capitalismo na adversidade. Foi assim na crise brasileira da década de 1980, no pós guerra de 1945 e nas crises do petróleo da década de 1970... Schumpeter modificou o ponto de observação das crises do capitalimos, uma paralaxe... recomendo esse livro.
Me desculpem, mas se o presidente pode, a gente "sifu..."
Desde a juventude socialista do PT, eu tinha a nítida impressão de que não havia apenas um conflito de classes que separava os que detinham o capital daqueles que tinham sua força de trabalho incomodada pelos primeiros. Sempre percebi que havia algo escondido no controle hegemônico do poder que nos ceifava o direito de simplesmente ter educação e nos identificar nesse processo.
Quando o Presidente da República do Brasil terceu uma analogia entre o mercado e o médico, lembrei-me imediatamente do Médico e o Monstro (risos)... O monstro, criado pelo médico, aqui representado pela própria classe que hoje critica o presidente, mas que no fundo o criou, aparece e nos presenteia com a verdadeira percepção da realidade... ou seja, a gente sifu...
Como diz uma coluna do Jornal da Metrópole... “que p... é essa?”
O FED (banco central americano) baixou a taxa de juros do EUA para 1% ao ano... Essa baixa remuneração dos títulos americanos induz o mercado a buscar alternativas mais atrativas que invariavelmente significam maiores riscos, como o mercado imobiliário, por exemplo. Se o objetivo é transferir liquidez aos mercados, considerando o momento de muita incerteza, a economia americana corre o risco de ser conduzida a uma armadilha de liquidez.
No caso do Brasil, a taxa de juros é de 13,75% ao ano. Com títulos remunerados por taxas estratosféricas, principalmente em comparação à taxa americana supracitada, se torna difícil acreditar que o sistema financeiro prefira conceder crédito, pois comprar títulos do governo brasileiro, com risco baixo, afinal, o Brasil se tornou um bom pagador, se torna garantia de um porto pra lá de seguro para esse período de turbulência. Se o país já não possuía a cultura do crédito, imagina agora. Resta utilizar o próprio governo para criar linhas de crédito com taxas subsidiadas e continuar afirmando que somos economia de mercado...
A NOVA VELHA CRISE
É muito chato ficar ouvindo pseudo-especialistas tecendo comentários sobre a crise financeira que assola o capitalismo globalizado. No entanto, ao vasculhar os meus alfarrábios, relembrei coisas simples sobre o modelo de produção capitalistas e sua relação com as crises cíclicas vividas pelo capitalismo.
Num modelo de economia simples, com apenas dois agentes, famílias e empresas, o equilíbrio é estabelecido através da igualdade entre poupança e investimento. A moeda é exógena, ou seja, não é capaz de alterar os níveis de emprego. Entretanto, como observado pelo pastor Malthus, a velocidade de consumo da renda e as retenções de moeda por avareza, precaução ou por consumo futuro quebra a tênue estabilidade do sistema e faz com que o equilíbrio ocorra em desemprego.
O sistema financeiro surge nesse bojo, da necessidade de canalizar os recursos dos poupadores e financiar o investimento e o consumo. A remuneração dos agentes financeiros é fruto da diferença entre as taxas pagas aos fornecedores de fundos e aquelas cobradas aos tomadores dos mesmos fundos.
A interpretação ciclica das crises capitalistas já esteve sob a pena de importantes e respeitosos economistas. Nessas interpretações, o capitalismo mundial, agora globalizado, passa por momentos de expansão, quando a poupança gerada multiplica os empregos e os ganhos financeiros, e por momentos de crises, frutos do esgotamento dos aspectos que determinaram a expansão.
A nova crise do capitalismo é mais um capítulo do comportamento observado por Malthus no século XIX, onde as incertezas causadas pelos horizontes de endividamento das famílias, se refletem na poupança global, consequentemente nos investimentos e no consumo. O dinheiro procurará um porto seguro, mesmo que seja debaixo de colchões. Está conformada a crise, o dinheiro desaparece.
Voltando ao modelo simples observado pelo economistas clássicos, poupança não é igual a investimento, o aumento da distância entre essas duas importantes variáves provocará uma redução da demanda Keynesiana (efetiva), consequentemente, redução da renda, agora, global.
Uma tal de Hegemonia.
O conceito de hegemonia em Gramsci é revelador. As relações entre teoria e política são fascinantes e determinantes do atual estado de coisas que vivemos.
Inicialmente, retomo o ambiente de discussão, ou seja, sociedades fundadas no respeito à propriedade privada (mesmo que tenha sido usurpada por outrem), economia de mercado e, principalmente, expropriação dos meios de produção. Observem que não falei em democracia, pois essa anomalia social será discutida em seção específica.
As relações políticas dessas sociedades são fundamentalmente realizadas entre os possuidores dos meios de produção e os trabalhadores. Entretanto, dentro desses mesmos grupos podem ocorrer conflitos de interesses. As decisões políticas, enquanto materialização da teoria, são originadas dos grupos que temporariamente exercem o poder e possuem a função de criar as condições de manutenção do estado de coisas, muitas vezes fundada no aprofundamento das diferenças, cujo objetivo é enfraquecer o grupo “oprimido”.
Este é o princípio... Retornarei aos aspectos hegemônicos das políticas públicas e as relacionarei com nossa realidade.
Depois de muito tempo sem escrever nesse nada democrático espaço, principalmente depois de uma dolorosa dissertação de mestrado, retorno aos textos econômicos...
Ainda a moeda...
A quantidade de moeda na economia não é determinante – ao menos única - do nível de renda. Portanto, a defesa ortodoxa da neutralidade da moeda é muito mais complexa e subjetiva do que se imagina. Cálculos mecanicistas desconsideram o comportamento subjetivo de retenção de moeda para consumo futuro, precaução, especulação, ou avareza mesmo.
O anacronismo entre a variação do consumo, aumento da quantidade de moeda em circulação e o comportamento do investimento, da inversão bruta de capital fixo, é característico do pessimismo natural do indivíduo. Nesse ambiente, o Estado possui o papel fundamental de criar o ambiente que sinalize positivamente sobre as incertezas dos indivíduos e das empresas.
Aqui reside um importante ponto de inflexão. Ao considerar a moeda enquanto reserva de valor de todos os trabalhos e sua total liquidez e escassez – afinal as pessoas não detém a quantidade de moeda que gostaria de possuir – esse ativo passa a comportar-se como qualquer outra mercadoria, que em situação de escassez provoca uma elevação natural ou redução da velocidade de desvalorização do seu preço real, enquanto o movimento contrário, quando há excesso de moedas, causa naturalmente a redução do seu preço real e consequentemente inflação. Esse problema poderia ser resolvido se as pessoas pudessem fabricar moedas (imaginem) e controlassem naturalmente as relações entre oferta e demanda dessa mercadoria. Mas enquanto escassa, a moeda é apenas função da renda. As pessoas e empresas demandam moeda por efeito de uma possível demanda que é especulada, e essa indeterminação dos níveis de demanda não possui nenhuma relação com a moeda, sim com aspectos políticos externos e internos, infraestrutura, desenvolvimento social e aspectos históricos que envolvem o próprio modelo de dominação hegemônica que conduziram as economias nacionais aos atuais estágios.
Longe da finta do power point...
Utilizar tecnologia unissonamente pela tecnologia deve causar sérios transtornos aos indivíduos... Falo isso por puro preconceito mesmo, sem guardar qualquer relação com pesquisas que demonstrem pífia afirmação.
Enquanto graduando, eu tinha um professor de Teoria Econômica
Fomos “da mercadoria ao preço” sem que esse célere pensador deixasse de construir nas nossas mentes as visões acerca do problema exposto... Assim parecia mais fácil, como um contador de história que encanta seus espectadores e os conduz sobre uma tênue barreira entre o passado e o presente, entre a teoria e a realidade...
Novas Moedas...
A pressão sobre a desvalorização da moeda americana nos mercados internacionais decorre principalmente da sua sistemática substituição por outras moedas nas transações comerciais. O Euro tem papel fundamental nessa afirmação, uma vez que a utilização dessa moeda no comércio entre os principais países da Europa fez o Dólar circular numa velocidade menor, reduzindo a sua cotação frente a outras moedas.
Em relação ao Real, apesar do peso das altas taxas de Juros na sua valorização, a moeda americana freqüenta um novo patamar de câmbio, que dificilmente será modificado pela simples e onerosa intervenção do Banco Central. Essa valorização da moeda brasileira é importante para formação bruta de capital fixo, mas danosa para os produtos que disputam o mercado externo. Solução? Desonerar a produção desses produtos e realizar as reformas fiscal e trabalhista, necessárias à determinação do nível de competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais. Enquanto as reformas não saem por decreto, deveremos aguardar os percalços democráticos personificados no Congresso Nacional.
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